A FORMAÇÃO DO CAMPO DE ESTUDOS DA VIOLÊNCIA NO BRASIL: ESTRUTURA E HABITUS NAS CIÊNCIAS SOCIAIS DA NOVA REPÚBLICA

Paulo César Ramos

Resumo


O presente artigo apresenta uma descrição da formação do subcampo acadêmico dos estudos sobre violência, crime, direitos humanos e segurança pública nas ciências sociais no Brasil, baseado num livro de entrevistas “as ciências sociais e os pioneiros nos estudos sobre crime, violência e direitos humanos no Brasil”, de 2011. Nossa análise ancorou-se nas formulações de Pierre Bourdieu e seus conceitos de campo acadêmico, subcampo, habitus, entre outros que compõe o repertório do sociólogo. A peça forjada no livro concentra-se em pesquisadores homens, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo, alcança outros quatro estados, majoritariamente nascidos na década de 1940. A análise das entrevistas buscou traçar uma relação entre indivíduo e estrutura social, o que permitiu visualizarmos a relação entre a construção de carreiras acadêmicas e o desenvolvimento democrático no Brasil, produzindo pesquisas e explicações conectadas com valores deste novo tempo. Os atores o fizeram demarcando posições teóricas, no âmbito das ciências sociais, demarcando posições explicativas alternativas, dentro da academia, e demarcando posições políticas, junto ao Estado, ocupando cargos nas gestões públicas em governos.


Palavras-chave


Sociologia da violência. Direitos Humanos. Segurança Pública. Campo acadêmico.

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